De onde vem a grana para começar um negócio?

Começar um negócio não é fácil. Especialmente quando o dinheiro do empreendedor é curto. Muitas ideias não chegam sequer a ir para o papel por falta de recursos e ficam somente nas cabeças dos idealizadores. Isso, obviamente, deixa as pessoas criativas, como você, frustradas e com pouca esperança de conseguir chegar a algum lugar. Afinal, como é possível avançar quando a grana está contada até para a passagem do ônibus?

Calma, se a ideia for boa ainda há esperança! Existem pessoas, empresas e fundos que se interessam por ideias com potencial de gerar riqueza (e não estou falando exclusivamente de riqueza financeira — também entram riquezas sociais, ambientais, culturais…). Aí você pergunta: Onde estão esses caras?! Chame agora!

Ok, ok… Eles podem estar mais perto do que você imagina. Mas antes, você, prezado empreendedor, precisa fazer seu dever de casa. Para ter sucesso e conseguir o rico dinheirinho para viabilizar seu negócio, preste atenção nos seguintes pontos:

  • Avalie se realmente você precisa de investimento externo: parece óbvio, mas existem formas de diminuir ou eliminar a necessidade de investimento externo em várias situações. Por exemplo, negociar um prazo de pagamento ampliado com os fornecedores de insumos ou matéria-prima para que você consiga produzir sua “coisa” e colocá-la no mercado antes de precisar pagar os fornecedores; fazer permutas ou parcerias com esses fornecedores (ao invés de pagar em dinheiro, pague em serviços ou faça uma “troca de favores”); fazer sua venda antecipadamente (ou seja: cobre primeiro e entregue depois — mas não deixe de entregar e mantenha seus clientes sempre informados, senão você corre o risco de perdê-los!)… Essas são somente algumas possibilidades, se você usar sua criatividade certamente pensará em outras possibilidades.
  • Conheça a estrutura financeira do seu negócio: se você realmente precisar captar dinheiro externo, é fundamental que conheça com detalhes o seu fluxo de caixa. Saiba exatamente como, quando e quanto entra e sai na conta bancária da empresa. Identifique os gargalos, ou seja, em que situações e momentos o fluxo de caixa fica mais crítico e quais os melhores e piores períodos de faturamento e despesas. Avalie as principais despesas e faça os cortes necessários para garantir a operação sem excessos. Um possível investidor certamente fará uma análise das finanças do negócio e irá testá-lo para ver se você sabe do que está falando. Se o seu negócio ainda estiver no papel e for uma ideia a ser lançada, a necessidade de conhecer as finanças continua a mesma, mas ao invés do fluxo de caixa real você trabalhará com o fluxo de caixa projetado (ou seja, a sua previsão de fluxo de caixa).
  • Defina o que vai fazer com o recurso: se você conseguir o investimento, o que fará com ele? Pense bem em como aplicará o dinheiro e prepare-se para justificar a alocação no que você acha necessário. Se acha importante investir em marketing, por exemplo, explique como o investimento poderá gerar resultados em função da execução do seu plano de marketing (e tenha o plano pronto para apresentar, se for solicitado); se irá adquirir um equipamento, explique por que esse equipamento é importante para aumentar a produtividade e qual o ganho esperado; se for necessário dinheiro como capital de giro, justifique porque é fundamental possuir esse recurso para a saúde financeira da empresa; e assim por diante. Também prepare-se para escutar o que um possível investidor tem a dizer sobre suas escolhas, é possível que ele discorde das suas prioridades. Escute-o, talvez ele esteja vendo alguma coisa que você não está.
  • Decida até que ponto você está disposto a ir na negociação: é comum um investidor fazer exigências para aplicar o dinheiro dele na sua empresa ou negócio. Afinal, o retorno do investimento está atrelado ao sucesso da sua empresa, e o investidor quer ver seu dinheiro de volta, multiplicado! Alguns investidores exigem participação societária (de quanto depende do valor do investimento e da relevância para o sucesso do negócio); outros pedem para indicar quem será o executivo responsável pelos negócios; outros exigem que a equipe de gestão se qualifique em finanças e/ou negócios (diga-se de passagem, esse última é uma excelente ideia, mesmo para quem já possui alguma formação). Você precisa avaliar se realmente está disposto a, por exemplo, abrir mão de um percentual do seu negócio para incluir um investidor como sócio; ou se quer realmente abrir mão do cargo chique de Diretor Executivo (ou CEO, para quem gosta do inglês) em favor de alguém indicado pelo investidor. Se você chegar à conclusão que não está disposto a fazer isso, deixe claro para quem fez a proposta. Você pode perder o investimento, mas ganhará o respeito do investidor e isso poderá abrir outras portas no futuro.

Agora que você fez o dever de casa, confira a apresentação a seguir para conhecer as opções para se buscar financiamento. Para saber mais, consulte as referências ao final desse post.

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Graduado em Comunicação Social pelo Centro Universitário de Brasília (1993), Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (2001) e Especialista em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral (2010). Profissional com experiência em instituições de ensino nacionais de grande e pequeno porte, com vivência na Direção Acadêmica e Executiva. Experiência em gestão acadêmica e administrativa nas modalidades Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Superior. Experiência na construção de planos de trabalho e instrumentos jurídicos para a tramitação de processos públicos voltados à execução de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Elaboração e apoio na execução de projetos para órgãos públicos e privados.

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